Centenário de Arthur de Azevedo

 


O 5 de setembro de 2021 marca o centenário de nascimento de meu saudoso pai, Arthur de Azevedo.

 

Nasceu em São Paulo, em 5 de setembro de 1921, filho do português Antônio de Azevedo e de Cordélia Veiga Lima de Azevedo.

 

Fez seus primeiros estudos no Liceu Coração de Jesus, no bairro dos Campos Elísios, em São Paulo, onde a família morava.

 

Arthur de Azevedo chegou a Mogi Mirim por conta de seu trabalho. Era representante comercial de uma empresa de São Paulo. Fazia a rota de Goiás que passava por Mogi Mirim, pela estrada de ferro Mogiana.

 

Foi em Mogi Mirim que Arthur conheceu a sua futura esposa, Maria Conceição, filha do jornalista Francisco Piccolomini e Leonor Scaglioni Piccolomini. Casaram-se em 1951 e foram morar em São Paulo, no bairro da Saúde . Nesta época Arthur trabalhava na Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

 

O nascimento do primeiro filho, ainda em 1951, levou à decisão de mudar para Mogi Mirim. Nessa época, Arthur passou a trabalhar com seu sogro no Jornal A Comarca, marcando o início da sua trajetória na vida da cidade que tanto amou. Em 1953 tornou-se sócio da empresa.

 

A adaptação ao jornal foi fácil, pois em sua juventude desenvolveu o amor pela leitura na biblioteca Pública de São Paulo, o que lhe valeu amplo conhecimento geral e cultura invejável.

 

No final da década de 50, com a industrialização de Mogi Guaçu, criou naquela cidade o jornal O Guaçuano. Na mesma época iniciou seu programa de notícias na Rádio Cultura, o Champion Rádio Jornal, que ia ao ar de segunda a sábado às 18h00. Era um programa de grande audiência, com notícias de toda a região e um quadro de grande aceitação popular, chamado o Estrilo do Ouvinte.

Anos depois criou um jornal falado matinal, o Matutino Botelho. Neste dava também notícias nacionais e internacionais que chegavam nas primeiras horas da manhã, pela Viação Cometa, em rolos de telex das agências nacionais.

 

Ainda na década de 60 assumiu o jornal Folha de itapira, criando uma rede regional de notícias. Em 1978 teve a ousadia de transformar o jornal A Comarca em jornal diário. Arthur tinha o dom da palavra e um tom de voz privilegiado, tendo sido apresentador de muitos Bailes de Debutantes, Festa das Nações e outros eventos públicos. Era um orador ímpar.

 

Ao lado de suas atividades jornalísticas Arthur de Azevedo sempre participou de iniciativas que visavam o crescimento de Mogi Mirim, fazendo parte de um grupo de empreendedores locais.

Certamente o destaque foi a implantação do Clube Mogiano, do qual Arthur de Azevedo participou amplamente e depois assumiu sua presidência por quase duas décadas.

 

No clube implantou as quadras de tênis, esporte que se tornou sua paixão, ainda nos tempos da quadra do Mogi Mirim Esporte Clube, trazendo para a cidade grandes torneios, como a Copa Itaú, que era disputada por grandes tenistas do Estado.

 

Outra grande conquista foi o trabalho junto aos meios políticos para conseguir a anexação da Chácara da Mogiana à área do clube, tornando este um dos melhores clubes do interior paulista.

Teve participação importante na criação da Faculdade de Educação , Ciências e Letras de Mogi Mirim, hoje Santa Lúcia.

 

Arthur de Azevedo , recebeu o título de Cidadão Mogimiriano e levou o jornal A Comarca ao Centenário.

 

Recebeu a homenagem de ser o patrono da Fatec de Mogi Mirim, honrária concedida por iniciativa do Deputado Barros Munhoz, marcando sua presença na história de Mogi Mirim de forma definitiva.


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